Desde que as crianças nasceram, nós temos tido uma maior preocupação com os ingredientes que selecionamos para as refeições. Quando vivíamos só a dois não existia um planeamento de refeições. A cozinha andava ao sabor do vento e das vontades. Lembro-me que, na altura, muitas vezes nem sopa se confecionava cá por casa e que muitos jantares eram improvisados apenas quando a fome chegava. Um desgoverno, como diria a minha avó. No meu entender, foi uma etapa também com aspetos muito positivos. Com o tempo, aprendi a apreciar as rotinas e hoje não passo sem elas. Tornaram-se rituais. A sopa e as refeições variadas são uma prioridade. Com o intuito de fazermos pratos saudáveis, passámos a ter a nossa horta, fruto do trabalho e paciência do meu marido, e a comprar produtos frescos a pessoas de confiança.
Hoje quero enaltecer o senhor António Gomes, uma pessoa que tenho vindo a conhecer melhor. Sempre que visito a sua quinta, aos sábados de manhã, procuro as habituais verduras, deparo-me com espécies inovadoras e aprendo com ele. O seu entusiasmo é contagiante quando nos fala das suas plantas. A sua paciência já não pertence aos dias de hoje. Nunca levo relógio quando lá vou. O objetivo é mesmo fazer com que o tempo pare enquanto me encanto com as suas plantações. Um destes dias, pedi-lhe se podia tirar umas fotografias. Ele acedeu e eu deliciei-me a percorrer todos os carreiros que ladeavam as diferentes espécies. Perdi-me no tempo e no verde, mas num verde que é bom, que se traduz em produtos que crescem sem químicos, sem pesticidas e que se materializam em plantas que crescem felizes e que transpiram saúde nos nossos pratos.
Ora vejam as maravilhas que descobri no Hidrosaladas.
Por cima da porta, e a proteger a entrada da quinta, encontra-se um leão esculpido em basalto.
Dentro das estufas desfilam plantas viçosas.
As acelgas vermelhas e amarelas. Os agriões. A minutina.
As chagas, com as suas flores comestíveis.
Os morangueiros.
A cidreira.
Os espinafres. O funcho. A salva-ananás em flor.
Os agriões.
As ervilhas em vagem. A couve-roxa. Os bróculos.
As alfaces e a couve chinesa.
E a visita chegou ao fim, perfumada com alfazema.
Amanhã no Receitas ao Desafio deixo-vos a receita desta salada. Para já, ficam apenas com a foto, pode ser?




















Como me fizeste recordar os meus tempos de estudante!! Como ha coisas que te ficam gravadas!! A sorte de poder usufruir de tanto verde, é impagavel!! E para rematar, a bela da Lavanda angustifolia que eu adoro!!!!
Lembro-me de a por no meio dos meus livros!!
Que bela partilha!!!
Beijinhos,
Mena.
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Que local delicioso. O Sr António Gomes é um duende sortudo 🙂
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