Acordo. Fecho a porta que separa a área dos quartos do resto da casa. Eles ainda dormem. Dirigo-me  à cozinha com passos sonolentos  mas com o plano do dia já a ser processado na minha mente. Ligo a máquina do café. Abro o armário e tiro o frasco com o kéfir. Côo-o para um copo seguindo todos os preceitos necessários. Nem sempre o adoço com uma colher rasa de mel. Bebo-o assim, de um trago. Habituei-me facilmente à sua acidez e consistência pastosa, como se fosse um iogurte natural. Faço o café e fico ali parada a vê-lo escorrer pacientemente para uma chávena grande, de chá. Gosto dos cafés mais diluídos, à moda americana. A cozinha está silenciosa. Coloco a chávena com o café na mesa do pequeno-almoço e ao lado, num pratinho,  duas torradas integrais. Abro a porta do frigorífico e retiro de lá um frasco de compota. Barro as torradas ligeiramente com o doce.  Acompanho-as com o café simples e, pelo janelão da cozinha, observo os pássaros matinais: os melros, os pardais, os estorninhos e as vinagreiras, que todas os dias, sem saberem,  me fazem companhia ao pequeno-almoço. Eles lá fora, no relvado imenso, também estão a começar o dia.

Compota de figo com limão e especiarias

Ingredientes

1 kg de figos cortados nas extremidades

500 g de açúcar

casca de meio limão

4 cravinhos

1 pau de canela

Colocam-se os figos e o açúcar numa panela alta. Deixa-se levantar fervura.

Com  varinha-mágica tritura-se a mistura de figos e açúcar.

Insere-e a casca de limão (sem a parte branca), o pau de canela e o cravinho.

Deixa-se cozinhar em lume brando.

Quando o doce já tiver descido cerca de dois dedos na parede da panela relativamente à quantia inicial, vai-se retirando por várias vezes para uma colher de sobremesa.

Quando estiver morno e a escorrer ligeiramente na colher, o doce está no ponto.

Com uma colher de pau retira-se a casca de limão, o pau de canela e o cravinho.

Deve-se colocar o doce ainda quente nos frascos e virá-los ao contrário para criarem vácuo.

Obs. Este doce costuma ter a tendência para salpicar e agarrar ao fundo da panela, pelo que  exige atenção e permanência redobrada junto ao fogão.

Sugestão: Caso seja inexperiente a fazer compotas e não tenha a certeza do ponto do doce, apague o fogão e espere que o doce arrefeça todo. Veja então a consistência. Não há problema nenhum em deixá-lo arrefecer e voltar a levá-lo a cozinhar. Assim terá a certeza de que o doce atingirá o ponto, não ficando demasiado caramelizado.

Um doce domingo!

4 Replies to “Rotinas agridoces”

  1. Olá! Um pequeno almoço bem ao meu gosto! Também gosto do café assim diluído e em grandes chávenas. E tostas integrais com compota caseira também como muitas vezes. Esta compota de figos está com um aspecto delicioso!
    Bom domingo!
    Beijinhos

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  2. Patrícia, também fiz uma compota de figo e limão (e lima) que ficou deliciosa… Tenho que a partilhar. Bebes o kefir assim simples? Também fazia isso mas ultimamente não tenho conseguido pelo que o melhor é bebê-lo em batido de fruta 🙂

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