A criança que existe em nós

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Neste dia Mundial da Criança partilho convosco não uma receita mas um poema de Fernando Pessoa. Afinal, tal como o poeta, todos sentimos alguma nostalgia ao recordar os tempos idos da nossa infância.

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A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

Fernando Pessoa

2 Replies to “A criança que existe em nós”

  1. Maravilhoso poema, Patrícia. Quem de nós, em algum momento da vida, não gostaria de “ir buscar quem foi onde ficou”…. Eu já desejei isso um milhão de vezes, retomar o caminho no ponto em que ele se desviou daquilo que desejaríamos e deveríamos ter sido…
    Eras uma criança linda e com aspecto feliz.!
    Beijinhos

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  2. Adorei as fotos. Ai as modas daquele tempo! A primeira delas em que apareces fez-me lembar logo a tua Vitória… tão parecida!!! É como diz o ditado: “Quem sai aos seus…”. Bj, PMT.

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